domingo, 1 de setembro de 2013

62 obras sobre os principais pensadores da educação para download.


O Mi­nis­té­rio da Edu­ca­ção, em par­ce­ria com a Unes­co e a Fun­da­ção Jo­a­quim Na­bu­co, dis­po­ni­bi­li­za pa­ra downlo­ad a Co­le­ção Edu­ca­do­res, uma sé­rie com 62 li­vros so­bre per­so­na­li­da­des da edu­ca­ção. A co­le­ção traz en­sai­os bi­o­grá­fi­cos so­bre 30 pen­sa­do­res bra­si­lei­ros, 30 es­tran­gei­ros, e dois ma­ni­fes­tos: “Pi­o­nei­ros da Edu­ca­ção No­va”, de 1932, e “Edu­ca­do­res”, de 1959. A es­co­lha dos no­mes pa­ra com­por a co­le­ção foi fei­ta por re­pre­sen­tan­tes de ins­ti­tu­i­ções edu­ca­cio­nais, uni­ver­si­da­des e Unes­co.

O cri­té­rio pa­ra a es­co­lha foi re­co­nhe­ci­men­to his­tó­ri­co e o al­can­ce de su­as re­fle­xões e con­tri­bui­ções pa­ra o avan­ço da edu­ca­ção no mun­do. No Bra­sil, o tra­ba­lho de pes­qui­sa foi fei­to por pro­fis­si­o­nais do Ins­ti­tu­to Pau­lo Frei­re. No pla­no in­ter­na­ci­o­nal, foi tra­du­zi­da a co­le­ção Pen­seurs de l’édu­ca­ti­on, or­ga­ni­za­da pe­lo
In­ter­na­ti­o­nal Bu­re­au of Edu­ca­ti­on (IBE) da Unes­co, em Ge­ne­bra, que reú­ne al­guns dos mai­o­res pen­sa­do­res da edu­ca­ção de to­dos os tem­pos e cul­tu­ras.

In­te­gram a co­le­ção os se­guin­tes edu­ca­do­res/pen­sa­do­res: Al­ceu Amo­ro­so Li­ma, Al­fred Bi­net, Al­mei­da Jú­ni­or, An­drés Bel­lo, An­ton Maka­renko, An­to­nio Gram­sci, Aní­sio Tei­xei­ra, Apa­re­ci­da Joly Gou­veia, Ar­man­da Ál­va­ro Al­ber­to, Aze­re­do Cou­ti­nho, Ber­tha Lutz, Bog­dan Su­cho­dolski, Carl Ro­gers, Ce­cí­lia Mei­re­les, Cel­so Su­cow da Fon­se­ca, Cé­les­tin Frei­net, Darcy Ri­bei­ro, Do­min­go Sar­mi­en­to, Dur­me­val Tri­guei­ro, Ed­gard Ro­quet­te-Pin­to, Fer­nan­do de Aze­ve­do, Flo­res­tan Fer­nan­des, Fre­de­ric Skin­ner, Fri­e­drich Frö­bel, Fri­e­drich He­gel, Fro­ta Pes­soa, Ge­org Kers­chen­stei­ner, Gil­ber­to Freyre, Gus­ta­vo Ca­pa­ne­ma, Hei­tor Vil­la-Lo­bos, He­le­na An­ti­poff, Hen­ri Wal­lon, Hum­ber­to Mau­ro, Ivan Il­lich, Jan Amos Co­mê­nio, Je­an Pi­a­get, Je­an-Jac­ques Rous­se­au, Je­an-Ovi­de De­croly, Jo­hann Her­bart, Jo­hann Pes­ta­loz­zi, John Dewey, Jo­sé Mar­tí, Jo­sé Má­rio Pi­res Aza­nha, Jo­sé Pe­dro Va­re­la, Jú­lio de Mes­qui­ta Fi­lho, Liev Se­mio­no­vich Vygotsky, Lou­ren­ço Fi­lho, Ma­no­el Bom­fim, Ma­nu­el da Nó­bre­ga, Ma­ria Mon­tes­so­ri, Ní­sia Flo­res­ta, Or­te­ga y Gas­set, Pas­cho­al Lem­me, Pau­lo Frei­re, Ro­ger Cou­si­net, Rui Bar­bo­sa, Sam­paio Dó­ria, Sig­mund Freud,Val­nir Cha­gas, Édou­ard Cla­pa­rè­de e Émi­le Durkheim.

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Fonte: Revista Bula.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Cartas de soldados da I Guerra são disponibilizadas on-line.

Historiadores digitalizaram documentos extraviados para que descendentes possam ter acesso às mensagens deixadas por seus familiares.
 
Barão Manfred von Richthofen saúda na frente funcionários com agentes do esquadrão de combate ( Hulton/Getty Images.
Milhares de cartas de soldados europeus que serviram na I Guerra Mundial foram digitalizadas e disponibilizadas na internet para que os descendentes dos combatentes, que nunca receberam os escritos, possam finalmente conhecer seus conteúdos.

Segundo o historiador Jon Cooksey, editor do jornal Stand To!, publicação da Western Front Association, associação que zela pela memória de soldados que lutaram na guerra entre 1914 e 1918, as tropas costumavam escrever cartas e testamentos e guardá-las junto a seus pertences, para que as mensagens pudessem ser entregues a seus familiares no caso de morrerem em combate.

No entanto, muitas dessas cartas foram censuradas e arquivadas, segundo reportagem do jornal inglês The Guardian. No total, cerca de 278 000 delas estão guardadas em um centro de segurança na cidade de Birmingham, na Inglaterra. Acredita-se que os textos foram barrados por relatarem detalhes da guerra, que o Exército não queria que fossem divulgados.

A partir desta quinta-feira, as cartas estarão disponíveis em um site do governo inglês, no qual os familiares podem digitar o nome do soldado, o ano de sua morte e, após encontrar a carta, pagar 6 libras para receber uma cópia dela.

Fonte: Veja.

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Parabéns, bibliotecárias da BCUFPA!

Merece registro o empenho de três bibliotecários em busca de capacitação e qualificação, aprovadas em seleção para mestrado: Nelma Maria da Silva Maia de Lima, no mestrado em Ciências da Documentação e Informação da Universidade de Lisboa, Portugal, desde 2012; Aline Santiago Borges no Programa de Pós-Graduação em Ciência da Informação, na UFMG, 2013, e Suely Paraense Vidal, também no mestrado em Ciências da Documentação e Informação da Universidade de Lisboa, Portugal, recentemente aprovada aguarda a próxima chamada por questões de logística. A Direção, Chefias e equipe de trabalho parabenizam as três bibliotecárias vitoriosas, deseja sucesso e contam com o retorno promissor para o futuro da Biblioteca.

Inéditos de José Saramago chegam ao Brasil pela Editora da UFPA.


Acontece no dia 30 de agosto, às 18 horas, no Centro de Eventos Benedito Nunes da Universidade Federal do Pará, a sessão de lançamento de dois livros do escritor português José Saramago, Prêmio Nobel de Literatura 1998. “Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade”, inéditos no Brasil, serão lançados pela Editora da UFPA, em coedição com a Fundação José Saramago. A programação contará com palestra da jornalista Pilar del Río Sánchez, viúva do escritor e presidenta da Fundação José Saramago. A atriz Vera Barbosa lerá excertos de obras de Saramago, com participação de Áureo De Freitas, da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia.

“Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo” reúne textos de José Saramago sobre a sua própria trajetória literária. O primeiro deles incorpora no título a alteração deixada pelo autor para a edição espanhola, “El Autor se Explica”, publicada em 2010 pela editorial Aguilar. Assim, na edição da ed.ufpa, de “A Estátua e a Pedra”, o texto passa a chamar-se “Da Estátua à Pedra”, como explica Pilar no prefácio da obra: “Ao revisar a tradução espanhola [José] adicionou à já gráfica imagem de A Estátua e a Pedra um elemento que tornaria mais compreensível ainda o sentido de suas palavras e de sua trajetória literária: Da Estátua à Pedra. No entanto, essa anotação feita de punho e letra se perdeu nos labirintos da comunicação virtual, e o livro, tanto na Espanha como depois em Portugal, saiu obedecendo ao modelo italiano. Foi necessário fazer uma busca nos arquivos para a edição brasileira... para encontrar, por fim, o título definitivo que o autor lhe dera. Agora sua intuição literária adquire plena compreensão”.

A metáfora escultórica define as duas grandes fases da produção de Saramago. A primeira delas, metaforizada pela estátua, se estende até o livro “O Evangelho segundo Jesus Cristo”, metaforizada pela estátua, e seu termo encerra uma importante mudança de perspectiva no ofício do escritor, que então passa a se dedicar ao substrato da estátua, a pedra.

A primeira parte do livro traz os prefácios à edição italiana, assinados por Giancarlo Depretis, professor da Universidade de Turim, e por Luciana Stegagno Picchio, que foi professora da Universidade de Roma, bastante reconhecida por sua dedicação ao estudo das literaturas em língua portuguesa. A eles segue-se o texto de Saramago, “Da Estátua à Pedra”, resultante de uma conferência proferida na Universidade de Turim, em abril de 1998, como encerramento do colóquio “Dialogo sulla Cultura Portoghese: Letteratura-Musica-Storia”. Esta primeira parte conta ainda com o texto de Fernando Gómez Aguilera, autor do livro “A Consistência dos Sonhos – Cronobiografia”, sobre Saramago.

A Segunda Parte do livro é dedicada aos Discursos de Estocolmo, pronunciados por Saramago quando do recebimento do Prêmio Nobel de Literatura e à Autobiografia que os laureados apresentam à academia sueca. Temos aqui uma nova reflexão sobre sua trajetória literária, pontuada por episódios marcantes de sua vida, que remontam à infância junto de seus avós.

A reunião desses textos oferece não apenas o olhar do autor como ponto de partida para a consideração de cada um de seus livros e do conjunto de sua obra, mas também uma reflexão sobre questionamentos como a relação entre vida e literatura que, por mais abordadas que tenham sido pelos mais diversos escritores, não se esgotam justamente por sua diversidade. O livro traz ainda um apêndice fotográfico, com imagens de José Saramago em vários momentos de sua vida.

E foi em Lanzarote que a Editora da UFPA foi buscar inspiração para a ambientação do foyer do Centro de Eventos, onde o público poderá conferir uma exposição sobre o autor.

"Democracia e Universidade", por sua vez, conta com apresentação do reitor da UFPA, Carlos Maneschy, e traz ao leitor dois textos de José Saramago sobre democracia. O primeiro deles, a conferência "Democracia e Universidade", proferida na Universidade Complutense de Madri, em 2005, vem acompanhado do debate que teve lugar em seguida.

A partir da referência ao conto “Pierre Menard, autor do Quixote”, de Jorge Luis Borges, ressaltando a historicidade da linguagem, José Saramago procura desvendar um caminho de noções equívocas, que nos leva ao uso corrente de termos como “justiça”, “bondade”, “educação” e, por fim, “utopia”.

O debate, por sua vez, centra-se na problematização do termo utopia, que ocupa a parte final da conferência, opondo-o a ação e à tomada de posição para que nos tornemos agentes das necessárias transformações na sociedade.

O segundo texto se intitula “Verdade e Ilusão Democrática”. Trata-se, neste caso, de conferência lida em Santiago do Chile, em abril de 2003, no ciclo "Las Conferencias de la Moneda". A partir da Política de Aristóteles e suas considerações a respeito do lugar de pobres e ricos na democracia, passando pela experiência dos romanos, Saramago chega à nossa atual renúncia participativa, renovada a cada quatro anos pelo voto, semelhante ao que, no texto anterior, são as utopias e a renúncia do presente. Para o autor, o voto legitima um sistema que se diz democrático, mas que concentra seu poder na esfera econômica e em nenhum de seus níveis visa ao bem do povo a que representa.

Pré-venda e Preços promocionais - Para facilitar a aquisição pelo público, os livros “Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade” terão pré-venda a preços promocionais nos dias 27 e 28, na Livraria da Cidade Universitária, no Setor Básico da UFPA, próximo ao Restaurante Universitário. Os preços promocionais serão mantidos no dia 30, por ocasião da sessão de lançamento. Nesse dia, a partir das 16h, no foyer do Centro de Eventos Benedito Nunes, além dos lançamentos da ed.ufpa, estarão disponíveis para venda a obra completa de ficção de Saramago, editada no Brasil pela Companhia das Letras. A iniciativa integra uma política mais abrangente da ed.ufpa, que tem como objetivo ampliar o acesso da comunidade universitária e da comunidade externa às suas publicações e contribuir para o fortalecimento do hábito da leitura.

A sessão de lançamento dos livros “Da Estátua à Pedra e “Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade” conta com o apoio da Pró-Reitoria de Extensão da UFPA (Proex), da Academia Amazônia – UFPA, da Clínica Lobo, da Sol e da Saccaro.

XVI Bienal Internacional do Livro do Rio de Janeiro – os livros “Da Estátua à Pedra e “Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade” serão a novidade no espaço da Editora da UFPA na XVI Bienal Internacional do Livro do Rio, que acontece de 29 de agosto a 8 de setembro de 2013. A ed.ufpa participa do evento associada a algumas das principais editoras universitárias do Brasil, que integram a Liga de Editoras Universitárias, LEU, uma associação nacional que reúne editoras e instituições públicas de ensino ou de pesquisa, vinculadas ou mantidas pelo Poder Público. A Liga é integrada pelas editoras da USP, UFMG, UFPA, UNIFESP, UNICAMP e UFSC.

Sobre o autor

José Saramago nasceu na aldeia portuguesa de Azinhaga, província do Ribatejo, em 16 de novembro de 1922. Filho e neto de camponeses, devido às dificuldades financeiras da família não pôde concluir os estudos secundários. Seu primeiro emprego foi como serralheiro mecânico. Foi também desenhista, funcionário público, editor e jornalista. Publicou seu primeiro livro, o romance Terra do Pecado, em 1947, tendo voltado a publicar apenas em 1966. A partir de 1976 passou a se dedicar apenas ao trabalho literário. Saramago nunca dissociou o ofício de escritor do papel de observador e crítico da sociedade de sua época, figurando entre os grandes autores da literatura contemporânea mundial.

Em 1995, recebeu o Prêmio Camões, e em 1998 tornou-se o primeiro escritor de língua portuguesa laureado com o prêmio Nobel de Literatura. Faleceu em 18 de junho de 2010, em sua casa, na ilha de Lanzarote, Espanha.

Serviço: Sessão de lançamento dos livros “Da Estátua à Pedra e “Discursos de Estocolmo” e “Democracia e Universidade”.

Palestra: “Saramago por Saramago”. Pilar del Río Sánchez - Presidenta da Fundação José Saramago.

Leitura de excertos de obras de Saramago pela atriz Vera Barbosa, com participação de Áureo De Freitas, da Orquestra de Violoncelistas da Amazônia.

Local: Centro de Eventos Benedito Nunes - Universidade Federal do Pará, Setor Básico. Rua Augusto Corrêa, 01.

Horário: 18h.

Entrada livre até o limite de lotação do auditório.

Preço de capa:

Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo: R$ 35,00.

Democracia e Universidade: R$ 30,00.

Preço de lançamento:

Da Estátua à Pedra e Discursos de Estocolmo: R$ 18,00.

Democracia e Universidade: R$ 15,00

Os preços de lançamento serão praticados apenas nos dias 27 e 28, na Livraria da Cidade Universitária (Guamá) e no dia 30 de agosto, a partir das 16h, no foyer do Centro de Eventos Benedito Nunes.

Texto: Laís Nunes. Assessoria de Comunicação da ed.ufpa.

Fotos:
Arquivo da Fundação José Saramago e acervo da ed.ufpa.

terça-feira, 20 de agosto de 2013

Criativo Editora lança três livros durante congresso na USP.

A Criativo Editora lançará três livros durante a segunda edição das Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos, o maior congresso da América Latina sobre assunto, que acontecerá na USP – Universidade de São Paulo até o próximo dia 23 de agosto.

Além do já noticiado Os Pioneiros no Estudo de Quadrinhos no Brasil, a editora tem mais duas obras voltadas à nona arte e à educação.

Intersecções Acadêmicas – Panorama das Primeiras Jornadas Internacionais de Histórias em Quadrinhos (formato 17 x 24 cm, 328 páginas, R$ 49,90) fala sobre o evento que aconteceu em 2011 e os assuntos discutidos. A organização é de Waldomiro Vergueiro, Paulo Ramos e Nobu Chinen. O livro traz textos de Akemi Ishihara Alessi, Carlos Hollanda, Celbi Pegoraro, Chantal Herskovic, Dennys Dikson, Diego Figueira, Edgar Franco, Eduardo Calil, Eliza Bachega Casadei, Fabrício Martins, Fernando Ventura, Gazy Andraus, Geisa Fernandes, Iuri Andréas Reblin, Laura Cristina Fernández, Lúcio Reis Filho, Márcio dos Santos Rodrigues, Marilda Queluz, Rafael Duarte Oliveira Venancio, Renata Garcia de Carvalho Leitão, Ricardo Jorge de Lucena Lucas, Ricardo Kozesinski, Sebastian Horacio Gago, Tarcísio Marques da Silva, Thomaz Pereira de Amorim Neto.

Já Histórias em Quadrinhos e Práticas Educativas (formato 21 x 28 cm, 112 páginas, R$ 39,90), sobre a produção de HQs e fanzines no ambiente educacional, conta com organização de Elydio dos Santos Neto e Marta Regina Paulo da Silva. Os textos são de Edgar Silveira Franco, Gabriel Lyra Chaves, Matheus Moura Silva, Henrique Magalhães, Edgar Guimarães, Gazy Andraus, Elydio dos Santos Neto, Marta Regina Paulo da Silva e Rafael Felix Pelvini.

 
 
Fonte: Universo HQ.

1010 maneiras de comprar sem dinheiro.

Uma iniciativa que começou como brincadeira no Dia do Livro quer fazer as pessoas repensarem no valor material que dão às coisas.

O dia do livro já foi comemorado (no dia 23 de abril), mas uma de suas iniciativas vale a atenção durante todo o ano. Ela surgiu na Espanha cerca de três anos atrás e tem o sugestivo nome de “1010 Ways To Buy A Book Without Money” (ou 1010 Maneiras de Comprar Um Livro Sem Dinheiro).

Divulgação.

O projeto propõe que o dinheiro seja trocado por ações mais ou menos complexas que façam bem à comunidade

A ideia é que, na data festiva, os livreiros e livrarias vendam seus produtos por ações que os clientes façam na hora. Cada livro ganha um “preço” como ligar para a mãe e declarar o amor por ela, fazer um moonwalk, convidar alguém para dançar na rua e até mesmo fazer algum desconhecido sorrir.

Mas a intenção do projeto, criado pela agência de publicidade Carlitos e Patricia, de Barcelona, não é promover a bizarrice ou fazer alguém passar vergonha. O objetivo é que todas as ações usadas como moeda de troca representem algo positivo para a sociedade. Há livros “caros”, por exemplo, que custam uma doação de sangue ou uma promessa de abandonar o cigarro.

A ideia já saiu de Barcelona. Neste ano, edições do evento aconteceram em diversas cidades do mundo, sempre com a intenção de incentivar a troca de ações por livros. A meta do projeto, contudo, é que outros objetos e serviços passem a ser “vendidos” da mesma forma. Assim, seria espalhada entre as pessoas a cultura do “buy without money” e elas poderiam repensar no valor (quase sempre material) que dão às coisas.
Fonte: Catraca Livre.

Tolstói rumo ao iPad e ao celular.

Da direta para a esquerda, os Tolstói: Fekla, Caterine, Ekaterina e Vladimir. A família veio ao Rio de Janeiro para participar da 23ª Conferência Geral do Icom Simone Marinho.

RIO - Se tudo sair como planejam os herdeiros do escritor russo Liev Tolstói (1828-1910), que passaram a semana no Rio, até o dia 9 de setembro estarão disponíveis na internet — totalmente de graça e para qualquer uso — os 90 volumes da obra completa do autor. No material, que vem sendo digitado e revisto dia após dia, desde junho, por uma equipe de 3.074 voluntários, estará, por exemplo, a íntegra em russo de obras-primas como “Cossacos” (1863), “Guerra e paz” (1865) e “Anna Karenina” (1878). Mas também estarão textos menos populares, como seus diários. A partir daí, tradutores do mundo todo terão acesso direto à produção do autor. Dos 90 volumes, 78 já estão prontos.

— A ideia é levar Liev para o celular, para o iPad — conta Fekla Tolstói, bisneta do autor e uma das coordenadoras do projeto, reunida com outros três descendentes do escritor numa vila de casas em Copacabana. — Queremos que os jovens deixem de ter medo de folhear obras extensas, que foram escritas há mais de 150 anos. Queremos que eles deem uma chance a Tolstói, porque, se o fizerem, verão que Liev contou histórias incríveis, sentimentos de verdade, que não podem se perder com o passar dos séculos.

Por trás da medida que busca levar Tolstói inteiro à internet e popularizá-lo entre a geração Twitter-Facebook, não há interesse financeiro. E não apenas pelo fato de a obra do escritor, morto em 1910, estar em domínio público. Mesmo antes disso, a família não poderia entrar em disputas por dinheiro. Em seu testamento, escrito em 1883, o autor russo foi claro: determinou que toda sua obra poderia ser copiada e republicada por quem quisesse, em qualquer lugar do planeta, sem a necessidade de pagar diretos autorais a ele ou a sua família.

— Cada (integrante da família) Tolstói tem sua própria profissão — enfatiza o jornalista Vladimir Tolstói, bisneto do autor. — O que Liev fez nos permite ser indivíduos únicos, nos permite crescer para além do fato de sermos descendentes dele. Sem a questão do dinheiro, nos mantemos unidos, em favor da memória de Liev.

‘Novas formas de empacotar o conteúdo’


Os quatro descendentes de Tolstói assumiram a responsabilidade de manter viva a memória do escritor e, além do projeto para internet, cuidam de museus dedicados a seu legado — por isso estiveram no Rio, para participar da 23ª Conferência Geral do Icom, evento que reuniu diretores de museus e curadores do mundo todo, nesta semana, na Cidade das Artes. A esposa de Vladimir, Ekaterina Tolstaya, é a atual dirigente do museu estatal Yasnaya Polyana, considerado o principal ponto turístico em torno da figura de Tolstói.

Situado a 120 quilômetros ao Sul de Moscou, no povoado de Tula, o museu é a casa onde o escritor morou por 60 anos e onde está enterrado. Num passeio pelo local, o visitante conhece os cômodos em que ele viveu, a louça que usou e as roupas que vestiu. Pode apreciar as pinturas e os desenhos que o inspiraram e até dar de cara com o peso de papel que segurou seus rascunhos. Lá, tudo pertenceu a Tolstói. Segundo Ekaterina, a instituição tem orçamento anual de 250 milhões de rublos (cerca de R$ 17 milhões), emprega 600 pessoas e recebe em média 200 mil visitantes por ano.

— O museu foi criado em 1910 por Sofia, a viúva de Liev. Depois, foi dirigido por Alexandra, uma de suas filhas. Em 1921, pouco após a Revolução Russa, mesmo nunca tendo concordado com o comunismo e com os bolcheviques, Alexandra teve que estatizar a instituição. Era uma questão de sobrevivência. Então, até hoje, somos um museu do governo — diz Ekaterina.

— Yasnaya Polyana significa campo ensolarado e é lá que os mais de 130 Tolstói se reúnem a cada dois anos — interrompe, sem pudor, Caterina Tolstói, trineta do autor e representante da geração mais jovem do clã.

Mas, além de Yasnaya Polyana, a família também cuida do Museu Liev Tolstói, que fica em Moscou e tem curadoria de Fekla. O espaço reúne todos os papéis do autor: manuscritos, cartas e diários. Segundo a curadora, seu público é essencialmente composto por pesquisadores.

Hoje, a família Tolstói tem ramificações no governo. Há um ano, Vladimir assumiu o cargo de consultor cultural do presidente Vladimir Putin. Há quatro, preside o comitê russo do Icom. E é partindo do conhecimento que acumulou nesses cargos que diz que, para conseguir apoio, os museus dedicados à memória de um artista devem apostar no envolvimento da sociedade:

— A primeira coisa a se fazer é montar um conselho composto por pessoas das mais diversas áreas que acreditem na importância da conservação. Quanto maior e mais heterogêneo o grupo, maior a pressão sobre o poder público.

— Mas também é fundamental encontrar novas formas de empacotar o mesmo conteúdo — acrescenta Fekla Tolstói. — Para mim, esse é o maior desafio que os herdeiros mundo afora têm pela frente: encontrar um canal de comunicação novo e capaz de falar de forma clara a cada nova geração.
Leia mais sobre esse assunto em http://oglobo.globo.com/cultura/tolstoi-rumo-ao-ipad-ao-celular-9586168#ixzz2cZ6lI4YT

Fonte: O Globo.