sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Educação na Terra e no espaço.

Nasa lança mais uma página voltada ao ensino de ciência. O portal reúne praticamente todo material para alunos e professores já produzido pela agência espacial.

Por: Thiago Camelo


Na nova página educacional da Nasa, o aluno tem acesso a vasto material produzido pela agência espacial. Um exemplo: uma série de aulas sobre magnetismo. (foto: Nasa)

Não sabemos se todo professor está a par dessa informação, então segue a dica: a Nasa tem um extenso programa voltado aos educadores. São vídeos, dicas, visitas marcadas (para as escolas norte-americanas) e manuais com passo a passo de diversas experiências.

Recentemente, a agência espacial lançou mais um serviço voltado aos educadores. Dessa vez, a iniciativa é totalmente on-line: o Nasa Wavelength – um site direcionado a estudantes e professores com informações sobre a Terra, o Sistema Solar e o universo.

A página é dividida por níveis de conteúdo que abrangem desde o ensino básico até o universitário. É possível encontrar informações sobre um tema específico – as pesquisas em Marte, por exemplo – ou mesmo um plano de aula inteiro sobre o clima na Terra.


No Nasa Wavelength já é possível 'pescar' material para aula sobre temas extremamente atuais, como a visita da sonda Curiosity a Marte. (foto: Nasa)

Para o ensino médio, há quase 700 conteúdos no ar. O professor tem o passo a passo, por exemplo, de uma aula sobre a diferença de temperatura entre a terra e o mar. Não apenas isso: ele tem em mãos o guia com as experiências necessárias para tornar a aula mais interessante e o custo por aluno do material adequado para a atividade.

Em outra aula, classificada como “educação informal” – ou seja, não é voltada para nenhum grau de ensino específico –, o usuário tem acesso a um jogo cujo tema são os mistérios do buraco negro.
Para o ensino médio, há quase 700 conteúdos no ar

Muitas vezes, outras ferramentas disponíveis na internet são necessárias para que a aula ocorra, entre as quais vídeos, áudios e textos de outros portais. É uma forma, defendem os criadores do Nasa Wavelength, de estimular a interatividade e interdisciplinaridade.

Em comunicado para a imprensa, Stephanie Stockman, uma das diretoras dos projetos de educação da agência espacial, disse que na página é possível encontrar praticamente todo material voltado para educação produzido pela Nasa. Além disso, completa Stockman, há no site espaço para os usuários solicitarem mudanças no conteúdo didático existente e também sugerirem novas aulas.

Única objeção: é necessário saber inglês para usar todas as ferramentas disponíveis no portal. Mas vale a pena!

Concurso premia contos sobre a relação com a leitura em braile.

A Fundação Dorina Nowill para Cegos, que disponibiliza livros em formato acessível para as pessoas com deficiência visual, promove o concurso Descreviver. Para participar, basta escrever um conto de até duas páginas com o tema “O Braille e Eu” narrando a sua relação com o sistema de leitura. Podem concorrer pessoas com e sem deficiência visual e, no caso de textos escritos em baile, o tamanho exigido é de duas a quatro páginas.

Os três primeiros selecionados terão suas histórias gravadas e divulgadas na Revista Falada. Os ganhadores receberão ainda um cd com as gravações e o primeiro colocado leva também a Coleção Diferenças, que é composta por cinco livros infantis que abordam diferentes deficiências, impressos em tinta e braille e com ilustrações em relevo.

É possível enviar os contos até 25 de fevereiro pelo e-mail concursocultural@fundacaodorina.org.br ou pelo correio. O resultado será divulgado em 11 de março no site da Fundação Dorina.

Serviço
Endereço para envio por correio: Centro de Memória Dorina Nowill – Rua Doutor Diogo de Faria, 558 – Vila Clementino – São Paulo/SP CEP: 04037-001
Informações: centrodememoria@fundacaodorina.org.br ou pelo telefone (11) 5087-0955.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Biblioteca Nacional lança editais para autores e criadores negros.


A Fundação Biblioteca Nacional (FBN/MInC) lança nesta terça-feira, dia 20/11, três editais voltados para criadores e escritores negros. Os editais fazem parte do projeto do Ministério da Cultura (MinC) e da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (SEPPIR) de valorização e fomento de produtores, criadores e escritores negros. O lançamento dos editais faz parte da celebração do Dia Nacional de Zumbi e da Consciência Negra.

Os objetivos dos editais são formar novos escritores, elevar o número de pesquisadores negros e de publicações de autores negros e incentivar pontos de leitura de cultura negra em todo o país de forma a se estabelecer novo paradigma em todas as linguagens apoiadas pelo MinC, com a participação efetiva da população negra brasileira.

O primeiro edital tem como objetivo a seleção de 01 projeto que implante 27 pontos de leitura e desenvolva atividades de mediação de leitura, criação literária, publicação, seleção de acervo e pesquisa que tratem de ações voltadas para a preservação da Cultura Negra e ações afirmativas de combate ao racismo no país.

O segundo edital selecionará até 23 projetos para concessão de bolsas, propostos por pesquisadores e pesquisadoras negras, visando incentivar a produção de trabalhos originais, em território brasileiro, em qualquer uma das áreas e subáreas do conhecimento definidas pelo CNPq (Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico).

O terceiro edital visa a formação de parcerias para o desenvolvimento de projetos editoriais sob a forma de coedição, a fim de produzir publicações de autores brasileiros negros, na forma de livros, em meio impresso e/ou digital, com o propósito de divulgar, valorizar, apoiar e ampliar a cultura brasileira dos afrodescendentes.

Veja aqui o Edital de Pontos de Leitura

Veja aqui o Edital de Apoio a Pesquisadores Negros

Veja aqui o Edital de Apoio à Coedição de Livros de Autores Negros.

"Plantas Raras do Brasil".

A Universidade Estadual de Feira de Santana e a Conservação Internacional publicaram o livro “Plantas Raras do Brasil", com a colaboração de 170 cientistas de 55 instituições. Para fazer o download do livro, clique aqui.



( Via ICMBio)

Revista de Letras da Unesp de São José do Rio Preto aceita artigos de graduandos.

Do Portal da Unesp

 

Publicação científica acadêmica do curso de licenciatura em Letras da Unesp de São José do Rio Preto, a Revista Mosaico está com o prazo aberto para envio de artigos até 31 de março.

A revista, iniciada em 2003, hoje já conta com 11 volumes publicados. Nela, os alunos de graduação, de quaisquer Institutos de Ensino Superior, podem publicar seus trabalhos na forma de artigos científicos. É uma publicação oficial, com registro no ISSN.

A Comissão Editorial, que também é formada por alunos de graduação em Letras, é a responsável pela organização deste trabalho, pela diagramação dos textos, por providenciar as verbas e por encaminhar o trabalho para impressão e promover cerimônia de lançamento.

A publicação conta com o corpo de pareceristas e docentes das áreas afins do curso, que emitem parecer após a análise do texto, permitindo ou não sua publicação. Para tanto, conta-se com a ética dos alunos que compõem a Comissão Editorial, que se compromentem em manter em segredo a identificação do parecerista para o autor do trabalho e vice-versa.

A revista conta com apoio da Faperp – Fundação de Apoio à Pesquisa e Extensão de São José do Rio Preto, SP, e dos Departamentos da Unesp de São José do Rio Preto responsáveis pelo curso de Letras, bem como da Direção, que fornecem a verba necessária para a concretização do trabalho.

quarta-feira, 16 de janeiro de 2013

Universitários produzem HQs para aprender biologia.

Por Vagner de Alencar, do Porvir.

Tudo começou com uma atividade despretensiosa de um professor: procurar, recortar, xerocar e colar imagens e textos para que os alunos pudessem aprender conceitos de biologia. O exercício ganhou uma dimensão maior e as atividades acabaram se tornando o primeiro passo para o surgimento da GIBIOzine, uma revista em quadrinhos produzida semestralmente por estudantes de biologia da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), campus Sorocaba, em São Paulo. O recorta-e-cola ficou no passado. Hoje, os HQs, criados e ilustrados pelos universitários ajudam a divulgar conhecimentos acadêmicos de maneira divertida e acessível, ganhando até formatos 3D. A publicação também expandiu para além dos muros da faculdade e passou a contar com a colaboração de alunos do ensino fundamental e médio de escolas públicas locais e de colaboradores de todo o país.

A GIBIOzine, que é uma revista no formato fanzine – tipo feito por “fãs” e produzida sem fins comerciais – , acabou se tornando um projeto de extensão universitária, é impressa na gráfica da faculdade e também oferecida no site do projeto. Além disso, passou a ser indexada com o ISSN (Número Internacional Normalizado para Publicações Seriadas, sigla internacional de International Standard Serial Number), registro que identifica e individualiza as publicações seriadas.

De acordo com Hylio Lagana, professor adjunto da UFSCar, e idealizador da iniciativa, a produção de HQs surgiu, principalmente, “como uma maneira divertida de divulgar os conteúdos científicos praticados pelos estudantes, tirando o rigor conceitual acadêmico, para apresentá-los com uma linguagem de fácil compreensão”. Para isso, os universitários (veteranos e novatos) têm liberdade total de criar histórias, que muitas vezes são contadas em forma de fábulas, como na edição Giobiografias – árvore giobiológica. Na publicação, os insetos ganharam voz para contar a biografia de cientistas famosos, professores e biólogos brasileiros.

É o caso da história A Herança de Morgan, em que os mosquitos conversam sobre os estudos do geneticista Tomas Hunt Morgan. A partir das teorias desenvolvidas por Gregor Mendel – considerado o pai da genética–, Morgan decidiu testar a hereditariedade dos animais. Já na revistinha As abelhas de Warnick Kerr, as abelhas dialogam sobre o brasileiro Warnick Kerr, engenheiro agrônomo que estudou a chegada das abelhas africanas ao Brasil e o gene CSD, que, segundo suas pesquisas, é essencial na determinação sexual dos zangões.

Os primeiros exemplares nasceram em 2007 e foram avançando editorialmente ao longo dos anos. Hoje, a revista é produzida com a colaboração de universitários de diferentes regiões do país, como São João Del Rey e Uberlândia, em Minas Gerais, Goiânia e Rio de Janeiro. Além disso, as edições não se restringem apenas à biologia. Outras duas revistas já foram dedicadas à pedagogia e à diversidade. “Hoje, fazemos tudo on-line, com a mais avançada tecnologia”, afirma Lagana. A tecnologia tem permitido, inclusive, a criação de ousadas edições tridimensionais. Uma delas, com estereogramas (técnica de ilusão de ótica) na capa e no verso, e com efeito “papel de parede” no miolo, permitem visualizar os desenhos em formato 3D.

HQs no ensino fundamental

Segundo Lagana, os avanços editorais também marcaram o início de uma cooperação internacional. Em outra publicação, que expos a prática de educação ambiental e a conservação de carnívoros, participaram dois biólogos argentinos, que levaram exemplares ao país de origem.Nessa edição tridimensional, diferentemente das demais publicações confeccionadas por universitários, foram os estudantes da escola estadual José Odin de Arruda, em Sorocaba, os responsáveis pelos HQs. A produção contou com a parceria entre os alunos da UFSCar e os professores do colégio. Juntos, optaram pela água como tema central da revista, que teve o Hagar, o horrível, criado pelo cartunista Dik Brownie, como personagem principal para a série de histórias.

No Brasil, alguns professores adotaram os HQs em sala de aula. É o caso de Poliana Oliveira, ex-estudante de pedagogia da Unesp (Universidade Estadual Paulista), que durante sua graduação, em 2009, usou as histórias em quadrinhos com seus alunos de 3o ano do ensino fundamental de uma escola pública de Sorocaba. O resultado do uso dos HQs também foi apresentado em seu TCC (trabalho de conclusão de curso), que verificou como a série de histórias podem ser recursos pedagógicos eficazes na interpretação de textual das crianças. “Os HQs são ótimos para serem trabalhados na sala de aula, as crianças ficam mais interessadas a produzir, compreendem com mais facilidade os temas estudados e melhoram a capacidade de interpretação textual”, afirma.

Fonte: Portal Aprendiz.

Como ler e analisar um clássico da literatura.

Você consegue analisar um texto literário? Confira 10 dicas para fazer isso bem e aproveitar melhor a sua leitura



Crédito: Shutterstock.com

Comparar o texto literário que está lendo com outros do mesmo autor ajuda a determinar se houve alguma evolução


Ler uma obra literária é formidável. Os textos literários têm, em geral, o objetivo de emocionar o leitor, e para isso exploram a linguagem conotativa ou poética.

Confira a seguir 10 dicas para aproveitar melhor a sua leitura. Aproveite e baixe mais de 1.000 livros grátis disponibilizados pela Universia Brasil. Há clássicos da literatura como Fernando Pessoa, Machados de Assis, Shakespeare, entre outros.

Como ler um texto literário: 1. Não se irrite com facilidadeA dica é ler com curiosidade e expectativas razoáveis. Não é importante entender cada palavra da obra. A literatura vai além dos vocabulários.

Como ler um texto literário: 2. Escolha a melhor ediçãoBusque a edição do livro que tenha uma boa introdução, ou seja, a mais fácil de entender. Boas introduções explicam o contexto histórico, os fatos mais importantes da obra, a vida do autor, a estrutura, o estilo e muito mais.

Como ler um texto literário: 3. Não interrompa a leitura para buscar palavras no dicionárioApenas faça isso se a palavra em questão apareça muitas vezes na obra, ou se não conhecer o seu significado impede você de entender o texto.

Como ler um texto literário: 4. Faça anotaçõesFazer anotações ajuda muito, especialmente quando a obra tem muitos personagens (exemplo: Cem Anos de Solidão, de Gabriel García Márquez). Você pode simplesmente anotar as coisas que mais chamam a sua atenção. Outra dica é fazer um resumo ao final de cada capítulo. Alguns textos literários não têm uma narrativa linear. É o caso da poesia. Nem sempre há uma história com começo e fim.

Como ler um texto literário: 5. Identifique os temasGeralmente, há temas e subtemas. É preciso identificá-los.

Como ler um texto literário: 6. Analise os personagens e o narradorQuem é o protagonista da obra? Às vezes, o autor dedica muito tempo a descrever os personagens. Além disso, é preciso determinar também quem é o narrador. Provavelmente, o narrador é um dos personagens, mas também pode ser apenas uma voz onipresente.

Como ler um texto literário: 7. Preste atenção em como a história é narradaNão fique atento a descobrir apenas quem é o narrador da história. Tente entender também como essa história é narrada. Note se a narração é linear, ou seja, se conta os fatos em ordem cronológica.

Como ler um texto literário: 8. Preste atenção ao estilo de linguagemÉ uma linguagem coloquial ou formal? Existe alguma conexão entre o argumento e o estilo? Você deve notar, por exemplo, se há muita descrição ou uso de metáforas no texto.

Como ler um texto literário: 9. Considere o contexto históricoÉ importante considerar a situação política, econômica e social em que a obra foi escrita, assim como os movimentos culturais vigentes da época.



Mais de 1.000 livros para download grátis

Como ler um texto literário: 10. Compare o texto com outros do mesmo autorComparar o texto literário que está lendo com outros do mesmo autor ajuda a determinar se houve alguma evolução. Ajuda a entender se o texto se encaixa em algum movimento literário.