quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

Cresce número de adeptos dos leitores de livros digitais.


12/12/2012 16h53 - Atualizado em 12/12/2012 16h53

Do G1 MA, com informações da TV Mirante


Leitores citam as facilidades na hora de decidir pelos ebooks.

Mas adeptos de livros convencionais não abandonam a antiga paixão.


Com o avanço tecnológico, muitos leitores trocaram os livros tradicionais pelos e-books, os livros eletrônicos. Muitos títulos ainda não estão disponíveis na internet, mas os adeptos dessa modalidade de leitura garantem que é bem mais prático do que manter e cuidar de uma biblioteca inteira. Já aqueles que mantêm o hábito da leitura nos livros convencionais, que gostam de folhear, garantem que o velho livro de papel é insubstituível.

A biblioteca particular do escritor Jomar Moraes tem mais de 30 mil títulos. São livros de história, direito, ficção, biografias e literatura. Entre eles o primeiro exemplar dos Anais Históricos do Maranhão, de 1749. Apaixonado pelas histórias contadas nas folhas já amareladas, ele acredita que os livros de papel têm um charme especial.

“Acho encantador, sem prejuízo ou demérito para as novas tecnologias. Muitas vezes deixei de comprar uma camisa, um bem, para comprara um livro”, disse o escritor.

Na biblioteca particular o notebook é colocado de lado. Ajuda apenas na hora de catalogar os livros. Mas a forma do brasileiro ler está mudando. Como em todos os setores, o avanço tecnológico chegou também à literatura. De uns tempos pra cá, os livros de papel vem sendo substituídos por edições digitais, também conhecidas como ebooks. Uma forma mais econômica e prática, que a cada dia vem conquistando novos leitores. Guilherme é um bom exemplo disso.

Mesmo em meio a tantos exemplares, o professor de história prefere a leitura dos livros no tablet. A cópia virtual de um exemplar, que pode custar até trinta reais na livraria, é encontrada por até R$ 3. Mas a praticidade de reunir diversos títulos em um único aparelho, é a principal vantagem das edições virtuais.

“Em viagens só preciso levar o aparelho, que tem mais de 60 títulos. E se vc vai estudar fora, fazer um curso, uma viagem, basta levar o aparelho. Por isso acho que a praticidade é fundamental para o leitor digital, explicou o professos Guilherme Santana.

Mas tanto o professor, quando o escritor, veem nos livros virtuais um instrumento facilitador para o acesso, cada vez mais cedo, à leitura. “Eu acredito que o ebook é uma solução não só para a praticidade, como também para o hiperlink, que é uma proposta da internet. Você tem a possibilidade de acessar vários autores, várias ideias de forma imediata. Ele diminui as fronteiras”, disse Santana. “Acho que nada vai matar o livro. São formas interativas. Concorrentes, mas interativas, sobretudo para as novas gerações”, concluiu o escritor.

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